Querido Blog,
Não é que o chavalo me desafiou mesmo, i mean, atiçou para entrar no ringue, qual Mike Tyson. Ai como eu gosto de orelhinhas. E vou, que já passou o tempo em que eu era uma senhora, bem passada a ferro, inocente e sem gritar na cama, de palavras estudadas e penteado perfeito, tão recatada e fiel como uma mulher deve ser. Sem fumar, sem beber, sem dizer um único palavrão, credo, que nosso senhor me perdoe tal pecado. Preferia mentir a ser julgada e criticada e de honra manchada, que a honra é uma coisa muito importante para uma senhora. Agora não, sou aquela que os homens esperam ter na cama mas não na mesa, temos pena do zangão, que se embebeda até cair, fuma, diz asneiras e chora e grita e ri à gargalhada, com essas falsas virgens de inveja povoadas, cheias de tanta falta de amor e de sexo. Com o ouvido atento em Maceo Parker, que isto de levar porradinha não vai lá com duas tretas, há que fazê-lo bem feito e a abelhinha é quase profissional em nódoas negras e assemelhados. Ai o caralho, que não é desta que vou para o céu.
No easy way to say this but you make this hard on me, now bounce baby bounce.
quinta-feira, 31 de julho de 2008
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Querido Blog,
Estou num mundo platónoviciano, com vontade de rir. É só por uma máscara na cara e rir à gargalhada. Rir com essa nova profissão de comentador, com a certeza que aquela gente fala. Ele é o prof. Marcelo, o Dr. António Vitorino, a astróloga Maya, aquele ser Cláudio Ramos, e tantos outros. A razão está sempre do lado deles, sábia que é esta gente. Política, futebol, a vida dos outros, economia, e tantas outras coisas. Se esta gente fosse dar Whorkshops de como tirar sutiãs às gajas e se fosse enfaixar nas noites da GiGi no Triplex, que tem um barman bom que fode. E ressacados fossem sentar-se no S. João durante 4 horas. Eu também subiria pelas linhas do comboio e me cruzaria com Jorge Mota e Paulo Freixinho, e o Daniel Pinto, ai o Daniel Pinto que é um actor do caralhinho e se fosse espancada por ele, continuava a ser bom. E jogava xadrez, apanharia sol e trocaria duas palavras com o João Castro, se lhe chegasse, e com a Sandra Salomé e o Pedro Almendra, que esta gente já me habituou ao melhor nesta cidadezinha cinzenta. E nem foi preciso um xarutinho para apurar os sentidos. A abelhinha excitadinha vai dar às asas novamente para aquela colmeia, ai vai, vai. Depois de tanta cultura, vou voltar à minha vidinha ignóbil. Até jazz
Estou num mundo platónoviciano, com vontade de rir. É só por uma máscara na cara e rir à gargalhada. Rir com essa nova profissão de comentador, com a certeza que aquela gente fala. Ele é o prof. Marcelo, o Dr. António Vitorino, a astróloga Maya, aquele ser Cláudio Ramos, e tantos outros. A razão está sempre do lado deles, sábia que é esta gente. Política, futebol, a vida dos outros, economia, e tantas outras coisas. Se esta gente fosse dar Whorkshops de como tirar sutiãs às gajas e se fosse enfaixar nas noites da GiGi no Triplex, que tem um barman bom que fode. E ressacados fossem sentar-se no S. João durante 4 horas. Eu também subiria pelas linhas do comboio e me cruzaria com Jorge Mota e Paulo Freixinho, e o Daniel Pinto, ai o Daniel Pinto que é um actor do caralhinho e se fosse espancada por ele, continuava a ser bom. E jogava xadrez, apanharia sol e trocaria duas palavras com o João Castro, se lhe chegasse, e com a Sandra Salomé e o Pedro Almendra, que esta gente já me habituou ao melhor nesta cidadezinha cinzenta. E nem foi preciso um xarutinho para apurar os sentidos. A abelhinha excitadinha vai dar às asas novamente para aquela colmeia, ai vai, vai. Depois de tanta cultura, vou voltar à minha vidinha ignóbil. Até jazz
terça-feira, 15 de julho de 2008
Querido blog,
A minha querida Lisboa é uma cidade do caralhinho, capaz do melhor e do pior. Sem medos nem sombras desço a Rua Augusta, subo o Chiado, páro no Bairro Alto, fumo um charuto, passo por Santos. Quero um sightseeing, até se me trocam os olhos, 17 euros, é que é já a seguir, fujo para Sintra que para me intumir é melhor em ar puro com palácios, castelos e salas de espectáculo. Se preferir, posso ir para Loures de shotgun nas mãos ajudar a ciganada a defender-se dos pretos, racistas e burros que até aleijam as vistinhas. Foda-se que se fosse atropelada subia as palmeiras ao pé do rio, e se vocês não têm palmeiras ao pé do rio, não sabem o que é qualidade de vida. Essa Lisboa de trânsito e semáforos nas rotundas, que nisso nós somos uns meninos, verdes, que o verde de Lisboa cheira a Sporting e não a erva, mas a abelhinha gosta e gosta do FCP na Champs, que puxo a chinela pó bairrismo, aí a Sé é linda e não arde tão bem como a Av. da Liberdade. Vocês têm o Tejo e nós temos o Douro, e o Rui, que eu quero masé que vá pentear os macacos do Malawi. Essa Lisboa da luz e da imperial, dos petiscos e da má comida a preço de ouro, dos taxistas que querem dar a volta à cidade para nos levar a casa. Lisboa dessa Anabela La Feriana e sus muchachos que jesus cristo custa a morrer e já la vão mais de trezentas e cinquenta tentativas. Vão tentar no Algarve, cambada de princesas que nem chicotear sabem. Essa Lisboa dos amigos, das noitadas, dos foras da lei, da droga nas esquinas, dos assaltos e arrumadores. A minha Lisboa, da Bica, de Alfama, da Estrela e da Lapa, da Costa da Caparica, da Rua do Passadiço. Dasse que a vidinha aqui é dura para uma abelha fútil e de duros vícios.
Cheira bem, cheira a Lisboa!
A minha querida Lisboa é uma cidade do caralhinho, capaz do melhor e do pior. Sem medos nem sombras desço a Rua Augusta, subo o Chiado, páro no Bairro Alto, fumo um charuto, passo por Santos. Quero um sightseeing, até se me trocam os olhos, 17 euros, é que é já a seguir, fujo para Sintra que para me intumir é melhor em ar puro com palácios, castelos e salas de espectáculo. Se preferir, posso ir para Loures de shotgun nas mãos ajudar a ciganada a defender-se dos pretos, racistas e burros que até aleijam as vistinhas. Foda-se que se fosse atropelada subia as palmeiras ao pé do rio, e se vocês não têm palmeiras ao pé do rio, não sabem o que é qualidade de vida. Essa Lisboa de trânsito e semáforos nas rotundas, que nisso nós somos uns meninos, verdes, que o verde de Lisboa cheira a Sporting e não a erva, mas a abelhinha gosta e gosta do FCP na Champs, que puxo a chinela pó bairrismo, aí a Sé é linda e não arde tão bem como a Av. da Liberdade. Vocês têm o Tejo e nós temos o Douro, e o Rui, que eu quero masé que vá pentear os macacos do Malawi. Essa Lisboa da luz e da imperial, dos petiscos e da má comida a preço de ouro, dos taxistas que querem dar a volta à cidade para nos levar a casa. Lisboa dessa Anabela La Feriana e sus muchachos que jesus cristo custa a morrer e já la vão mais de trezentas e cinquenta tentativas. Vão tentar no Algarve, cambada de princesas que nem chicotear sabem. Essa Lisboa dos amigos, das noitadas, dos foras da lei, da droga nas esquinas, dos assaltos e arrumadores. A minha Lisboa, da Bica, de Alfama, da Estrela e da Lapa, da Costa da Caparica, da Rua do Passadiço. Dasse que a vidinha aqui é dura para uma abelha fútil e de duros vícios.
Cheira bem, cheira a Lisboa!
domingo, 6 de julho de 2008
Querido Blog,
Só vim aqui para acrescentar, o Fernando Alvim (eu-sou-o-homem-que-sei-fazer-tudo-ainda-só-não-consigo-ter-piada) é dos maiores fantoches que conheço. Mas o Sérgio Manuel aka Sexy Sound System é mil vezes pior. Ontem no festival dar-lhe com um gato morto no focinho até o bicho miar, espetar-lhe um pinheiro, atravessado, ainda era pouco. Num set inacreditavelmente mau para ser verdade, saiu do palco sorrateiramente e deixou a música a tocar meia hora. E eu só me apercebi no fim, era tal o prazer de ver aquela imagem do inferno.
Só vim aqui para acrescentar, o Fernando Alvim (eu-sou-o-homem-que-sei-fazer-tudo-ainda-só-não-consigo-ter-piada) é dos maiores fantoches que conheço. Mas o Sérgio Manuel aka Sexy Sound System é mil vezes pior. Ontem no festival dar-lhe com um gato morto no focinho até o bicho miar, espetar-lhe um pinheiro, atravessado, ainda era pouco. Num set inacreditavelmente mau para ser verdade, saiu do palco sorrateiramente e deixou a música a tocar meia hora. E eu só me apercebi no fim, era tal o prazer de ver aquela imagem do inferno.
Querido Blog,
Foste nomeado para os prémios da super bock, por alguém que nem conheço, e eu pensei, uauuu, alguém que dá valor ao que escrevo, nesta colmeiazinha azul, que basicamente, é merda. Já me estava a imaginar a subir ao palco, de estatueta na mão, obrigada a minha mãe por este belo cabelo, ao meu pai pela cor dos olhos, ao meu irmão pela porradinha, ao meu namorado a quem amo muito, aos meus amigos que são melhores que os vossos, ao meu cão por ser movido a electricidade, à minha coelha fofinha que é uma coisa parva, aos meus passarocos Carolina e Pinto da Costa, a todos os que me ajudaram por me ajudarem, a todos os que me conhecem por me conhecerem, aos que não me conhecem porque me queriam conhecer mas ainda não sabem, ao mundo inteiro porque marte ainda é um pouco longe, mas especialmente ao nosso senhor jesus, o cristo, pela inspiração constante na minha vida. E este sonho já ia tão longe, que eu decidi dar graxa ao senhores dessa grande bebida, que eu não gosto, Super Bock, e lá comprei o bilhetinho para o festival. E lá fui eu para o infantário e para a morangada. Contava-se pelos dedos as pessoas mais velhas que eu no recinto, tenho 28 anos. Não vi Brand New Heavies nem Clã, com muita pena, Morcheeba foi fraquinho, Paolo Nutini até se safou bem, o Jamiresco (pós amigos) mesmo gordinho, é o melhor do mundo, e claro, o nosso Palma, Jorge de primeiro nome, ceguinho que só deus sabe, só deus o caralhinho, que toda a gente viu, mas não se esqueceu de nenhuma letra e encantou-me. Ao gajo que me mostrou o cú na roda gigante, vai enchê-lo de pilas e para o senhor do gritos que diz que as fancesinhas dele são as melhores do mundo, ai foda-se, andamos a brincar aos macacos?!?!
O festival foi uma valente merda e a mim não me apanham lá mais, juro de pés juntos. Super Bock, bahhhhh. O Jorginho é que a sabe toda:
Vive, Dança, Rosa Branca
Não percas tempo a tentar ser feliz
é assim, com uns riscos de coca.
Foste nomeado para os prémios da super bock, por alguém que nem conheço, e eu pensei, uauuu, alguém que dá valor ao que escrevo, nesta colmeiazinha azul, que basicamente, é merda. Já me estava a imaginar a subir ao palco, de estatueta na mão, obrigada a minha mãe por este belo cabelo, ao meu pai pela cor dos olhos, ao meu irmão pela porradinha, ao meu namorado a quem amo muito, aos meus amigos que são melhores que os vossos, ao meu cão por ser movido a electricidade, à minha coelha fofinha que é uma coisa parva, aos meus passarocos Carolina e Pinto da Costa, a todos os que me ajudaram por me ajudarem, a todos os que me conhecem por me conhecerem, aos que não me conhecem porque me queriam conhecer mas ainda não sabem, ao mundo inteiro porque marte ainda é um pouco longe, mas especialmente ao nosso senhor jesus, o cristo, pela inspiração constante na minha vida. E este sonho já ia tão longe, que eu decidi dar graxa ao senhores dessa grande bebida, que eu não gosto, Super Bock, e lá comprei o bilhetinho para o festival. E lá fui eu para o infantário e para a morangada. Contava-se pelos dedos as pessoas mais velhas que eu no recinto, tenho 28 anos. Não vi Brand New Heavies nem Clã, com muita pena, Morcheeba foi fraquinho, Paolo Nutini até se safou bem, o Jamiresco (pós amigos) mesmo gordinho, é o melhor do mundo, e claro, o nosso Palma, Jorge de primeiro nome, ceguinho que só deus sabe, só deus o caralhinho, que toda a gente viu, mas não se esqueceu de nenhuma letra e encantou-me. Ao gajo que me mostrou o cú na roda gigante, vai enchê-lo de pilas e para o senhor do gritos que diz que as fancesinhas dele são as melhores do mundo, ai foda-se, andamos a brincar aos macacos?!?!
O festival foi uma valente merda e a mim não me apanham lá mais, juro de pés juntos. Super Bock, bahhhhh. O Jorginho é que a sabe toda:
Vive, Dança, Rosa Branca
Não percas tempo a tentar ser feliz
é assim, com uns riscos de coca.
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