sábado, 28 de julho de 2007
quinta-feira, 26 de julho de 2007
Presidente do Atlético de Madrid: Tou, Sr. Pinto da Costa, tenho uma proposta para lhe fazer, é uma coisa do outro mundo.
Sr. Pinto da Costa: Ai sim, então diga lá.
Pres. Atl. Ma.: Eu queria muito o Ricardo Quaresma no nosso plantel. Aquilo é que é um jogador.
Sr. Pinto da Costa: Pois, mas o ciganito não sai assim por tuta e meia. E se eu não o deixar sair deste grande clube de feirantes?
Pres. Atl. M.: Bom, se não comprarmos o Quaresma vamos ter de comprar o Simão.
Sr. PC: Sendo assim façam bom proveito, para lhe ser sincero, é um favor que me faz. Nós ficamos com o melhor jogador e vocês, ainda, levam o Simãozinho daqui para fora. Negócio fechado.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
Há gajas mesmo sonsas, minha nossa, que até magoa ver-lhes o focinho. Se uma dói, duas são demais para uma só passerelle, ou deverei dizer um só calor nocturno. Claro que, a culpa disto tudo é do D. Corleone que insiste em aquecer os pés às secretárias nos invernos mais rigorosos. Depois admiram-se que as primeiras damas da bola não aqueçam os lugares e sofram grandes penalidades. Tem tudo para dar merda. E pontapés. É triste ser pobre e não vestir Burberry todos os dias, mas mais triste é ser pobre e ter alguém igual a nós e vivermos assim sem o glamour, o barco, o golfe. Faz tanta falta uma vida própria. É o que dá pertencer à brega classe média, não é menina Carolina? Viver com o medo de levar um cartãozinho encarnado do palácio real do dragão, por ser uma desavergonhada e sabe-se lá mais o quê. Se arranjasse aquele cabelinho tipo palha e resolvesse aquele ar de sofredora com uma boa foda, se fumasse uns charutos valentes e se ocupasse na copofonia todas as noites da vida dela, a capa do livro era muito mais apelativa. Mas a desgraçada que passou as passas do algarve com um senhor rico que até a levou ao Santo Papa, amén, que a vestiu bem, a pôs a morar numa boa casa e lhe sustentou os filhos, tem todas as razões para estar triste e para se querer vingar do nosso senhor todo poderoso desta pequena dependência espanhola. Como se isto não bastasse, a irmã e o pai também já têm horário nobre, que nem a Merche Romero conseguiu às custas do chavalo madeireinse, que deve ter uma agenda para apontar o nome de todas as popozudas que lhe marcharam entre pernas. Enfim, se as irmazinhas de convento, tentassem ser felizes, anónimas e da classe média como a maior parte da gente normal, eu hoje não teria nada para escrever neste blog divertidíssimo e lido quase por meio milhão de pessoas. E claro, o meu ego de sangue azul, não estaria tão feliz com esta plebeidade, melhor que uma vodka-limão. É um trabalho como outro qualquer.
segunda-feira, 23 de julho de 2007
This is the diary of Carolina Reuss. You think you know but you have no idea...
I was gonna clean my room until I got high
I gonna get up and find the broom but then I got high
my room is still messed up and I know why
cause I got high
I was gonna go to class before I got high
I coulda cheated and I coulda passed but I got high
I am taking it next semester and I know why
cause I got high
I was gonna go to work but then I got high
I just got a new promotion but I got high
now I'm selling dope and I know why
cause I got high
I was gonna go to court before I got high
I was gonna pay my child support but then I got high
they took my whole paycheck and I know why
cause I got high
I wasnt gonna run from the cops but I was high
I was gonna pull right over and stop but I was high
Now I am a paraplegic
because I got high
I was gonna pay my car note until I got high
I was gonna gamble on the boat but then I got high
now the tow truck is pulling away and I know why
because I got high
I was gonna make love to you but then I got high
I was gonna eat yo pussy too but then I got high
now I'm jacking off and I know why
cause I got high
I messed up my entire life because I got high
I lost my kids and wife because I got high
now I'm sleeping on the sidewalk and I know why
cause I got high
I'm gonna stop singing this song because I'm high
I'm singing this whole thing wrong because I'm high
and if I dont sell one copy I know why
cause I'm high
quarta-feira, 18 de julho de 2007
domingo, 15 de julho de 2007
Tive uma ideia, vamos jogar ao faz-de-conta. Imagina que és um génio encerrado numa cafeteira e começas a falar comigo com a voz distorcida. Pedes-me um desejo. Ora aí vai. Meu querido génio, eu queria ser a namorada do primeiro ministro de um país pequenino com tudo para ser o paraíso mas não passa de grande inferno. Parece que os tachos são bons. Um dos prémios é escrever todas as semanas na revista de um jornal sobejamente conhecido. Uma crónica, uma crónica onde possa escrever tudo sobre mim. Os meus gostos, as minhas experiências e até do meu peixe com nome de comida japonesa. E porquê? Porque é deveras importante para os leitores do JN saberem que eu tinha um peixe chamado Sushi e que um dia adoeceu e morreu. Afinal de contas, tenho de justificar o ordenado. Mas se calhar é melhor não escrever mais nada, isto é um blog conceituado e politicamente correcto, ainda aparece uma alma caridosa que me põe em tribunal, e assim, as abelhinhas loiras terão de fechar as suas asinhas e ir trabalhar para outras colmeias. E isso ninguém quer, pois não? Eu logo vi.
sábado, 14 de julho de 2007
Pois que a minha vida é isto, tão cheia de amores, ódios, dúvidas, curiosidades, copos, sexo, drogas e rock n' roll. E sabem que mais, às vezes é uma boa merda. E nem pensem chamar-me promíscua, porque promíscua sou quando o assunto é Miguel Rendeiro, Margarida Rebelo Pinto, essa sim, uma grande merda. Paciência. Promíscuo é o meu país em crise, qual mulheres de 50 anos, e a economia que apresenta sintomas pré-menstruais que nos fazem doer a cabeça e um mal estar contínuo. Vamos lá emigrar que já se faz tarde. Vamos lá fugir de um portugal dos pequeninos, dos chiques de pé descalço, do visa e da compra a crédito, dos Mercedes e dos Bmw's. Ai foda-se, pó azeiteiro de fio de ouro e camisa aberta com o belo do pêlo como cartão de visita. E a tia que pára no semáforo e tira o seu macaquito do nariz. Gentinha triste e gorda, sobretudo gorda. Temos pena. Sendo assim, vou afogar as minhas vergonhas patrióticas na piscina. De copo na mão e charuto na outra.
Cheers, à boa vida.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
Quando tiver uma pila quero ser jogador de futebol. Quero falar na terceira pessoa, pois, hoje o Reuss não teve sorte, não conseguiu marcar nenhum golo, o adversário defendeu muito bem, e o Reuss não conseguiu ser superior (se souber dizer o meu nome correctamente) claro que, também, me vai saber muito bem dizer uns prontos, uns portantos, uns consigamos e o lendário póssamos. Quero ir a uma conferência de imprensa danificar a camisola do clube, os jornalistas a fazerem questões e eu com os braços cruzados em cima da mesa, responderei a tudo, coçarei os braços, a testa, passarei a mão na cara. Quero andar num mercedes XPTO, e sobretudo brincos, ter muitos brincos. Quero uma mulher loira, daquelas da lojas dos trezentos, ou uma cabeleireira qualquer da margem sul, que tenha mestrado em novelas da TVI. Quero usar calças rotas, blazer e um relógio fashion. Quero chutar com o pé que estiver mais à mão e com orgulho dizer que não sou bode respiratório. O meu coração terá uma cor, verde e azul porque eu serei benfiquista desde pequenino. Quero ir de férias para esse grande paraíso tropical, o Algarve, levar a família, o cãozinho, a mota de água, a avózinha, merda pás férias. Quero envaidar-me por essas discotecas de camisa aberta e fazer capa das Lux e Caras e um raio que as parta ao meio.
Com mil atuns, é tão triste ser invejosa.
quinta-feira, 12 de julho de 2007
E Deus criou a mulher. E um pinheiro, no cú, atravessado?!?! A culpa é toda dele, senhor deus, o senhor já não é nenhuma criança, não sabe estar quietinho? Eu alguma vez o incomodei, eu fiz-lhe mal? E os direitos iguais, é isso que o gajedo quer, pois muito bem, vamos a isso, mas não era muito melhor, quando ficávamos em casa e erámos sustentadas por eles? Sim, tinhamos de parir, cuidar no mínimo de 8 ranhosos, tratar da casa, ir para a confeitaria com as amigas beber um chá fresquinho e mais? Continuam a dizer que agora é melhor? Pois deve ser. Agora temos de nos levantar cedo, parir, preparar os putos para o colégio, ir trabalhar, blá blá blá whiskas saquetas, chegar a casa com uma cabeça daquelas porque o nosso chefe não passa de um cabrãozito machista de trazer por casa, ir buscar os putos, fazer o jantar, aturar o marido e os problemas do marido, arrumar a cozinha, tratar da roupa, arrumar a casa e muitas vezes ainda sustentar o gajo.
Mas o que é esta merda? Quero uma pila, já.
quarta-feira, 11 de julho de 2007
Tu és fashion, eu sei. Mas estava aqui a pensar para os meus botões, isto o que era giro era eu apimpalhar esta merda. Tipo, punha calendários em cima, faltam 3 horas para o próximo charuto, 2 dias para o próximo jogo de casino, 5 dias para a próxima copofonia, 1 mês para a próxima queca. Do lado esquerdo, ficariam as nomeações, que todos os abelhudos, me deram, 8ª maravilha do mundo, a coisa mais sexy, o blog mais parvo de todo o sistema solar, etc.. Do lado direito poria as fotografias da Madie, do Rui Pedro, da Rita Monteiro, do Chico Esperto, da prima do cunhado do Francisco. Em baixo, ficaria o animal de adopção, que se arranjasse era um cavalo, que aqui a nininha gosta deles assim, a atirar pó musculado e de cheirinho agradável. Punha ainda uns neons azuis para condizer com a cor da letra, um fotografia com um cd do NovaEra Dj, e música. Sim, tornar-te-ias no meu blog encantado numa espécie de happily ever after. Ai, valha-me a Nossa Senhora.
terça-feira, 10 de julho de 2007
Eu não sou assim uma falhada como fiz crer no post anterior. Aliás, toda a minha vida é uma escadaria de êxito, na qual eu só desço aos trambolhões. Estou desempregada, tenho um curso superior (ah pois é) que me serve tanto como uma bola de futebol, para passar o tempo, o meu namorado deixou-me no dia em que contactou com o meu outro ser e descobriu a minha maleita bipolar, fui atleta de competição e nunca ganhei nada, até ser afastada por lesão, sortes. Os meus amigos telefonam-me muitas vezes quando precisam de alguma coisa, o meu pai fugiu para a África tinha eu, apenas, 5 anos, a minha mãe ficou doente, foi do bagaço, o meu irmão entretia-se a queimar-me o cabelo, achava que eu ia bem a arder. Nada de muito grave e eu já não tenho cú para tristezas.
Agora, tenho pena mas vou ter de deixar o computador porque o meu outro eu quer vir para aqui jogar solitário.
segunda-feira, 9 de julho de 2007
Olá o meu nome é Carolina Reuss, tenho 27 anos e sou melodependente. Era muito mais fácil continuar a escrever nos meus blocos fashion das lojas dos Chineses, era, sem dúvida, mas a possibilidade de me tornar como os outros deu-me para isto. Agora é para valer, conquistei o meu lugar na sociedade, ninguém me olha de lado na rua, sinto que sou respeitada. Tenho um blog.
Por diversas vezes, insisti com os meus pais que deveriam pedir de volta o dinheiro que pagaram por mim a uma empresa de tele-cegonhas, ao nosso senhor, ou ao raio que o parta. Vim com defeito, aliás defeitos grandes, visíveis a olho nú. Tive uma infância que não foi feliz nem triste, antes pelo contrário. Os meus amigos, no colégio, chamavam-me bruxinha boa, foda-se até nisso falhei, não era boa demais para ser fada, nem má o suficiente para ser bruxa. Quando cheguei à adolescência comecei a ter contacto com o mel. Já em adulta, decidi compactuar com essas abelhinhas loiras que trabalham desvairadamente para manter a colmeia recheada. Com o quê?? Com mel, pois claro, para que parasitas como eu consigam ser felizes e ter momentos zen de alto gabarito e mais não sei o quê. Em homenagem a essas abelhinhas, ei-lo, HoneyBz.
He dicho.

