Querido Blog,
Há gajas mesmo sonsas, minha nossa, que até magoa ver-lhes o focinho. Se uma dói, duas são demais para uma só passerelle, ou deverei dizer um só calor nocturno. Claro que, a culpa disto tudo é do D. Corleone que insiste em aquecer os pés às secretárias nos invernos mais rigorosos. Depois admiram-se que as primeiras damas da bola não aqueçam os lugares e sofram grandes penalidades. Tem tudo para dar merda. E pontapés. É triste ser pobre e não vestir Burberry todos os dias, mas mais triste é ser pobre e ter alguém igual a nós e vivermos assim sem o glamour, o barco, o golfe. Faz tanta falta uma vida própria. É o que dá pertencer à brega classe média, não é menina Carolina? Viver com o medo de levar um cartãozinho encarnado do palácio real do dragão, por ser uma desavergonhada e sabe-se lá mais o quê. Se arranjasse aquele cabelinho tipo palha e resolvesse aquele ar de sofredora com uma boa foda, se fumasse uns charutos valentes e se ocupasse na copofonia todas as noites da vida dela, a capa do livro era muito mais apelativa. Mas a desgraçada que passou as passas do algarve com um senhor rico que até a levou ao Santo Papa, amén, que a vestiu bem, a pôs a morar numa boa casa e lhe sustentou os filhos, tem todas as razões para estar triste e para se querer vingar do nosso senhor todo poderoso desta pequena dependência espanhola. Como se isto não bastasse, a irmã e o pai também já têm horário nobre, que nem a Merche Romero conseguiu às custas do chavalo madeireinse, que deve ter uma agenda para apontar o nome de todas as popozudas que lhe marcharam entre pernas. Enfim, se as irmazinhas de convento, tentassem ser felizes, anónimas e da classe média como a maior parte da gente normal, eu hoje não teria nada para escrever neste blog divertidíssimo e lido quase por meio milhão de pessoas. E claro, o meu ego de sangue azul, não estaria tão feliz com esta plebeidade, melhor que uma vodka-limão. É um trabalho como outro qualquer.
quarta-feira, 25 de julho de 2007
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