domingo, 6 de julho de 2008

Querido Blog,

Foste nomeado para os prémios da super bock, por alguém que nem conheço, e eu pensei, uauuu, alguém que dá valor ao que escrevo, nesta colmeiazinha azul, que basicamente, é merda. Já me estava a imaginar a subir ao palco, de estatueta na mão, obrigada a minha mãe por este belo cabelo, ao meu pai pela cor dos olhos, ao meu irmão pela porradinha, ao meu namorado a quem amo muito, aos meus amigos que são melhores que os vossos, ao meu cão por ser movido a electricidade, à minha coelha fofinha que é uma coisa parva, aos meus passarocos Carolina e Pinto da Costa, a todos os que me ajudaram por me ajudarem, a todos os que me conhecem por me conhecerem, aos que não me conhecem porque me queriam conhecer mas ainda não sabem, ao mundo inteiro porque marte ainda é um pouco longe, mas especialmente ao nosso senhor jesus, o cristo, pela inspiração constante na minha vida. E este sonho já ia tão longe, que eu decidi dar graxa ao senhores dessa grande bebida, que eu não gosto, Super Bock, e lá comprei o bilhetinho para o festival. E lá fui eu para o infantário e para a morangada. Contava-se pelos dedos as pessoas mais velhas que eu no recinto, tenho 28 anos. Não vi Brand New Heavies nem Clã, com muita pena, Morcheeba foi fraquinho, Paolo Nutini até se safou bem, o Jamiresco (pós amigos) mesmo gordinho, é o melhor do mundo, e claro, o nosso Palma, Jorge de primeiro nome, ceguinho que só deus sabe, só deus o caralhinho, que toda a gente viu, mas não se esqueceu de nenhuma letra e encantou-me. Ao gajo que me mostrou o cú na roda gigante, vai enchê-lo de pilas e para o senhor do gritos que diz que as fancesinhas dele são as melhores do mundo, ai foda-se, andamos a brincar aos macacos?!?!
O festival foi uma valente merda e a mim não me apanham lá mais, juro de pés juntos. Super Bock, bahhhhh. O Jorginho é que a sabe toda:

Vive, Dança, Rosa Branca
Não percas tempo a tentar ser feliz

é assim, com uns riscos de coca.

Sem comentários: