terça-feira, 15 de julho de 2008

Querido blog,

A minha querida Lisboa é uma cidade do caralhinho, capaz do melhor e do pior. Sem medos nem sombras desço a Rua Augusta, subo o Chiado, páro no Bairro Alto, fumo um charuto, passo por Santos. Quero um sightseeing, até se me trocam os olhos, 17 euros, é que é já a seguir, fujo para Sintra que para me intumir é melhor em ar puro com palácios, castelos e salas de espectáculo. Se preferir, posso ir para Loures de shotgun nas mãos ajudar a ciganada a defender-se dos pretos, racistas e burros que até aleijam as vistinhas. Foda-se que se fosse atropelada subia as palmeiras ao pé do rio, e se vocês não têm palmeiras ao pé do rio, não sabem o que é qualidade de vida. Essa Lisboa de trânsito e semáforos nas rotundas, que nisso nós somos uns meninos, verdes, que o verde de Lisboa cheira a Sporting e não a erva, mas a abelhinha gosta e gosta do FCP na Champs, que puxo a chinela pó bairrismo, aí a Sé é linda e não arde tão bem como a Av. da Liberdade. Vocês têm o Tejo e nós temos o Douro, e o Rui, que eu quero masé que vá pentear os macacos do Malawi. Essa Lisboa da luz e da imperial, dos petiscos e da má comida a preço de ouro, dos taxistas que querem dar a volta à cidade para nos levar a casa. Lisboa dessa Anabela La Feriana e sus muchachos que jesus cristo custa a morrer e já la vão mais de trezentas e cinquenta tentativas. Vão tentar no Algarve, cambada de princesas que nem chicotear sabem. Essa Lisboa dos amigos, das noitadas, dos foras da lei, da droga nas esquinas, dos assaltos e arrumadores. A minha Lisboa, da Bica, de Alfama, da Estrela e da Lapa, da Costa da Caparica, da Rua do Passadiço. Dasse que a vidinha aqui é dura para uma abelha fútil e de duros vícios.

Cheira bem, cheira a Lisboa!

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