quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Querido Blog,

Hoje partilho contigo a minha triste história de amor. Há quatro anos foi assim.
Rai's parta a vidinha dura e ignóbil de uma abelha honesta e trabalhadora. Ela era trabalho para aqui, tratar da colmeia para ali, satisfazer o abelhão-mor, procriar, uma canseira, e para quê? Para o zangão se por a monte com uma abelhuda escanzelada na primeira oportunidade. O meu zangão Emílio, a quem prometi fidelidade eterna?!?! A polícia procurou deseperadamente este ser desprezível e vil, mas a sua vocação de toupeira, levou-o a embrenhar-se nas profundezas do calcário e do granito, tendo-se evidentemente perdido, pois o seu senso de orientação é semelhante ao de um pinheiro. Julgava a abelhinha que ele estaria perdido para sempre, caído e dissecado numa valeta qualquer, e era muito bem feita se assim fosse, para ele aprender a não deixar o certo pelo incerto. Doce ilusão... um belo dia, explodiu um vulcão em Itália e este reles ser surge numa prancha a surfar na lava, com um sorriso maquiavélico e ar de bem fodido, o cabrão. Chamei o FBI que tomou conta do caso, destacaram dois agentes especiais, o Super e o Bock, e toca a mandá-los para Itália a fim de prender Emílio o Zangão, que queria ser zangão em vez de zangão. Emílio andou assim fugido às autoridades, numa espécie de Prision Break com sotaque mafioso. Ao ser apanhado, Emílio foi preso e presente ao tribunal de seres estranhos em Milão e condenado a voltar para a colmeia e ajudar-me nas tarefas domésticas, a pagar pensão de alimentos aos filhos, e afins. Ao fim de um tempo de cumprimento da pena, essa grande besta, foge outra vez. Passados dois meses, Bock descobriu que o pequeno ser se tinha disfarçado de vietnamita desde que passou à clandestinidade. Assumiu, assim, uma nova identidade, pelo que hoje, ao atravessarem a rua, ao dobrarem uma esquina, ao verem tv, ele pode lá estar e nem darmos conta! Pode ser a Maria Elisa, o José Castelo Branco, o Bush, o príncipe Harry ou mesmo uma tampa de esgosto, uma garrafa de água ou um frasco de verniz castanho... cuidado... tenham muito medo... ele anda por aí.

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