sábado, 6 de outubro de 2007

Querido Blog,

Continuo esta minha luta contra a sociedade que desfavorece tantos. Calma, bebés, não ando por nenhuma selva amazónica, nem nenhuma savana das áfricas, a minha força está por detrás da aparência. Não quero saber de refugiados preseguidos e famintos, dos homens que combateram como bravos nas antigas colónias, estou-me a cagar para Pinochet e Fidel Castro. Quero eu cá saber de alguma coisa sobre O Capital ou do Manifesto do Partido Comunista, dass para o Karl Marx. Eu quero é conquistar o mundo com mel e amêndoas, se puder ser com doce de ovo também não vai mal. Já combati heroicamente de ferrão em punho. Comecei pelo apartheid na África do Sul, fui responsável pelas tentativas de fuga de Nelson Mandela da cadeia, combati no Uganda contra Idi Amin, e na "caça" aos diamantes quase me cruzei com Leonardo de Caprio, esse grande querido. Estive na América Latina e libertei povos da opressão, fiz cair o muro de Berlim, uni a Europa e combati na China e nas Ilhas Fidji. Corri o mundo e estive em todas as grandes batalhas. Em 1957 declamei MEIN KAMPF em Madagáscar e o governo caiu. Anos antes, em 1945 com um gancho de cabelo libertei todos os Judeus do Holocausto. Já em 1967 provoco a revolução dos carteiros em Butão e a minha vida nunca mais foi a mesma. Fizeram-me uma estátuta na praça Ariöps em Roterdão, alguns dos ferrões usados em batalha, estão em exposição em diversos museus por esse mundo fora e milhares de livros documentam estas minhas missões contra poderes instalados. A acção deste ano será converter a Catarina Furtado em freira e afastá-la de vez dos canais portugueses, convencer a Margarida Rebelo Pinto que não é nehuma heroína por ter posto um povinho estúpido a ler livros estúpidos e provar a Merche Romero que o Cristiano só a queria para pinar, querida és um bocadinho lerda ainda não percebeste isso. Para já estou em período de reflexão a ganhar força e coragem que me permita, passar uma semana no deserto com apenas 100 litros de vodka. Parece que vou ter de levar a menina que queria ser uma árvore de maracujás, por exemplo, e se transformou numa garrafa de vodka. Lá terá de ser, sendo assim, as expectativas de vida eterna começam a esvair-se.

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